Charlatanismo é considerado crime. Isso pode explicar o apego quase simbiótico entre "espíritas" e o Poder Judiciário brasileiro que contribuiu muito para o golpe de 2016 e que executa uma nova forma de ditadura. Afinal, juízes tem privilégios gigantescos e vitalícios, o que lhes permite cometer erros mais absurdos sem qualquer expectativa de punição justa.
Além de vários "espíritas" estão agregados ao Poder Judiciário, existe uma associação oficial de magistrados ligados a versão deturpada do "Espiritismo" brasileiro, a ABRAME, o que aumenta a cumplicidade que impede a denúncia e a punição de "médiuns" farsantes que há muitos anos vivem de enganar multidões espalhando ideias ausentes nas obras originais do Espiritismo francês.
Não vamos generalizar, pois há a possibilidade de haver juízes espíritas que descartam a versão deturpada pelos farsantes Chico Xavier e Divaldo Franco e que podem estar filiados a associação. Mas são uma minoria, pois Chico e Divaldo são poderosos sedutores que conseguem hipnotizar multidões para que através da emotividade incontrolável, façam o que estes querem, absorvendo dogmas sem pé nem cabeça.
Mas é coincidência demais ver o apoio de "espíritas" a toda esta ditadura de toga que arrasa com o país, eliminando direitos, soberania, prendendo inocentes e libertando culpados. Um sistema que favorece a ganância capitalista usando a moralidade estereotipada como pretexto. Porque uma doutrina que finge ser altruísta se alia com forças que legitimam e consagram a ganância?
Além de favorecer a impunidade de charlatães, a simbiose "espíritas"/juízes serve também para forjar uma falsa responsabilidade social de juízes que vivem num estilo de vida mais do que nababesco, com privilégios monstruosos, imunidade sólida e vitaliciedade. Punir juízes que erram é coisa mais do que impossível. E se aliar a estas forças blindadas feito chumbo é a melhor coisa do mundo. E os charlatães do "Espiritismo" brasileiro perceberem muito bem esta vantagem.
ABRAME DEVERIA LUTAR PELO FIM DOS PRIVILÉGIOS DO JUDICIÁRIO
Como pessoas que vivem num estilo de vida ultra-privilegiado podem se considerar altruístas, a ABRAME deveria lutar pelo fim dos privilégios, se quisessem ser espíritas de verdade, sem aspas. Ser espírita e ter privilégios e uma contradição altamente condenável e demonstra que devemos repensar nossos conceitos de mau-caratismo. Há muita gente mal-intencionada entre os "homens de bem", incluindo os "respeitáveis meritíssimos magistrados".
Bom lembrar que atos de caridade não são apenas sopas aguadas, cestas básicas ruins, agasalhos rasgados e frases comoventes. A responsabilidade social deve ser ampla e incluir a gestão politica que favoreça o bem-estar e a ascensão dos menos favorecidos. Os governos de Lula e Dilma mostraram como deve ser feita a verdadeira caridade e se os "espíritas" são contra as gestões petistas significa que "espíritas" não são realmente caridosos.
Tudo deveria ser revisto nesta simbiose entre "espíritas" e juízes. Tem algo errado aí. Se ainda existem muitos pobres e nosso salário minimo não consegue satisfazer mais do que 30% de uma vida digna, é porque o trabalho do "Espiritismo" brasileiro, na melhor das hipóteses, nunca foi além do inútil.
Com um país em crise crônica e com uma multidão de sofredores - diante de juízes em prosperidade constante e crescente - o "Espiritismo" se mostra uma farsa a recusar a sua responsabilidade de transformar a humanidade. Graças a isso, o "Espiritismo" consagra a sua capacidade de enganar multidões, assim como fazem os juízes-marajás que fingem solidariedade sem repartir um só de seus privilégios. Mentir é coisa muito feia.
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