Admitimos que esta postagem será polêmica, pois vamos desconstruir um dos mais blindados mitos brasileiros, objeto de culto fanático e vicioso, onde pessoas admiram seu ídolo com uma certa teimosia, sem admitir os verdadeiros e danosos erros cometidos por ele.
Na verdade, ninguém precisa de Chico Xavier. Aliás, todos precisariam descartá-lo. Chico Xavier nunca foi 10% do que dizem e a sua idolatria tem um caráter de doença que deveria ser curada com urgência. Mas porque nós recomendamos o descarte imediato desta idolatria? Vamos explicar porque.
O mito construído em torno de Chico Xavier foi totalmente falso. Ele nunca passou de um mero beato com problemas mentais a procura de uma igreja para rezar. Nunca foi médium nem filantropo, duas de suas "maiores qualidades". Inúmeros fatos comprovam isto.
Sua transformação em "médium" e "filantropo" e a união dessas supostas virtudes foram responsáveis por uma onda de fanatismo doentio para o que se entendeu como "santo vivo", arruinando de vez a doutrina espírita com uma idolatria que não havia na doutrina original codificada na França.
CHICO XAVIER, O "SEMI-DEUS" QUE VANDALIZOU O ESPIRITISMO
Essas duas "virtudes" já seriam suficientes para despertar uma onda de idolatria fanática. Mas a FeB, inventora do mito de Xavier e uma centena de admiradores alucinados não ficaram satisfeitos e trataram de atribuir um festival de qualidades humanas e sobre-humanas ao beato, para tentar canonizá-lo na Terra, aos níveis de um semi-deus.
Esta idolatria deu a permissão para que Chico Xavier, que nunca foi espírita de fato e morreu segundo o mesmo Catolicismo medieval (descartado pelo Catolicismo oficial) que seguia desde a infância, cujos dogmas foram inseridos no "Espiritismo" brasileiro, causando um imensurável estrago.
A deturpação do Espiritismo, subestimada pelos seus seguidores, causou imensos estragos não apenas na doutrina, mas na evolução espiritual de seus seguidores e adeptos. Este estrago é o grande mal deixado pelo "bondoso" Chico Xavier, que por não entender nada, arruinou tudo ao ser transformado em "maior liderança da doutrina", praticando um vandalismo doutrinário sem precedentes.
Allan Kardec não queria fundar uma igreja. Era um cientista e só usou a religião porque parte de sue pesquisa batia contra alguns conceitos religiosos. A intromissão do católico híbrido Jean Baptiste Roustaing e a má-compreensão dos brasileiros transformaram a forma brasileira numa igreja de fé cega e cheia de enxertos co Catolicismo medieval, bagunçando a doutrina.
O desenvolvimento intelectual proposto por Kardec foi praticamente jogado na lixeira. O que se viu no Brasil, desde o início, mas reforçado após a entrada de Xavier, foi a criação e o desenvolvimento de uma seita igrejeira, cheia de dogmas absurdos e contraditórios que impediram a evolução espiritual de seus seguidores, estimulando ao mesmo tempo uma idolatria fanática e um conformismo anestésico. Como esperar uma revolução brilhante resultante de tanta inércia alienada?
ELIMINAR CHICO XAVIER E TODOS OS ERROS DA FEB SALVARIAM A DOUTRINA
Este é o grande e grave erro de Chico Xavier, o vândalo da doutrina espírita. Tudo bem que o estrago não começou por ele, já que a versão brasileira da doutrina foi fundada por dissidentes católicos que de fato nunca largaram as suas crenças. Mas Xavier intensificou o estrago, resultando neste carnaval dogmático cheio de disse-me-disse que impede com que os "espíritas" raciocinem de fato.
Descartar Chico Xavier, seus assemelhados e todos os falsos dogmas inseridos na doutrina pela FeB e organizações afiliadas é imperativo para que recuperemos a essência doutrinária. Não adiante tentarmos "fazer as pazes" com Allan Kardec mantendo o culto irresponsável a um festival de enxertos contraditórios mantidos até hoje na versão brasileira da doutrina.
Manter Chico Xavier, "médiuns" e lideranças assemelhadas e um monte de dogmas estranhos é aceitar que ervas daninhas que parasitam árvores fazem parte destas. Eliminemos as ervas daninhas do Espiritismo. Eliminemos os parasitas que lucraram ás custas do erro de enganar mentes ingênuas que cresceram acreditando que o "verdadeiro Espiritismo" seria o de Chico Xavier.
Ninguém precisa de Chico Xavier. Além de arruinar a doutrina, ele nunca eliminou as desigualdades e injustiças sociais, nunca lutando pelo fim das mesmas. Sua caridade era paliativa, limitada a esmolas e bem estar precário. Quem quiser caridade de fato, que faça a sua, ao invés de ficar parado idolatrando quem nunca fez nada em prol dos pobres.
Caso se recusem a abandonar dogmas e a idolatria cega a ídolos, o que os brasileiros conhecem como "Espiritismo" caminhará para seu inevitável fim, afastando quem procura por alguma lógica, sem ter a chance de encontrá-la.
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