O "Espiritismo" brasileiro está indo rumo ao fim. Com dogmas confusos, lideranças mentirosas e sem alguma novidade que possa anunciar a sua renovação, a deturpada doutrina que transformou o que seria uma ciência em uma seita de fé cega.
Seita que perde cada vez mais adeptos, após estes descobrirem a impossibilidade da doutrina explicar os fatos reais com racionalidade, preferindo usar lendas e teses absurdas, sempre com o mais irracional igrejismo, para tentar justificar o que acontece no cotidiano.
Mas mesmo em decadência, não pensem que isso significa fechamento de todos os centros "espíritas". É verdade que muitos centros já fecharam, por falta de público e de apoio. Mas vários outros, mesmo sem púbico, vão seguir funcionando. E a explicação é bem simples: pode correr a sacolinha!
A lei protege e sustenta entidades religiosas e instituições filantrópicas. Religiões e filantropos além de serem isentos de impostos, ainda tem a chance de receberem dinheiro por meio de doações. Em tese isso se dá para estimular o trabalho de caridade que, cá para nós, é bastante precário, propositadamente.
Religiões são cúmplices do Capitalismo e sua caridade nunca pode prejudicar a ganância dos mais ricos. Aos pobres é reservado o mais básico dos benefícios (sopas aguadas, agasalhos rasgados e mofados, brinquedos quebrados e livros riscados). Nunca pode ser do bom e do melhor, este um privilégio dos mais ricos, a "reencarnação dos bons", segundo a deturpada doutrina brasileira.
E as lideranças religiosas que controlam centros e direções de entidades "espíritas" estão entre esses ricos. Sob a desculpa esfarrapada de que "Jesus ajuda quem ajuda os outros", dirigentes ostentam um estilo de vida muito bem confortável, com carros caros e apartamentos na orla marítima. Todos com o carimbo "Foi Deus quem me deu". Estranho esse Deus que ajuda o lado material dos homens.
Para manter este estilo de vida muito bem remunerado cheio de conforto, é preciso manter as instituições funcionando, mesmo que os pobres instalados nela (sobre)vivam da maneira mais precária possível. Por jogar pobres na vala e dar injeções de aspirina com seringas reutilizadas lavadas com água da bica, Madre Teresa de Calcutá foi premiada com viagens com autoridades e canonizada pela igreja. Cruel, não?
MENOS IMPOSTOS E MAIS DOAÇÕES: A VIDA MANSA DOS DIRIGENTES DE CENTROS
Com o funcionamento, mesmo que as palestras feitas nestas instituições sejam ouvidas apenas pelas "mesas girantes" e pelas paredes ouvintes, administradores de centros além de serem dispensados de pagar impostos, ganham muito dinheiro com doações , o que dá para fazer um bom pé de meia sem muito esforço laborial.
Por isso, mesmo que o "Espiritismo" esteja em total decadência, não esperemos que centros sejam fechados aos montes. A não ser que falte recursos para o funcionamento dos mesmos ou se a lei resolver cobrar impostos. Algo que quase ia sendo feito, mas recusado pelo presidente fascista lacaio dos neo-pentecostais, os irmãos-siameses políticos dos "espíritas".
Mas e os pobres assistidos, ficarão sem assistência? Claro que não! Basta você, meu caro leitor que reclama de que sem centros não há caridade, socorrer este pobres. Pois aquilo que era feito nos centros não era além do que qualquer mortal seria capaz de fazer. Ou seja, ao invés de reclamar, ajude você mesmo os pobres que ficarão sem o centro para apoiar.
Mas seria bom ver centros fechando aos montes. Chega de mentiras e tolices de uma religião que apesar de patentear a caridade, nunca conseguiu transformar a sociedade brasileira e muito manos eliminar as injustiças que originam a miséria. Enfim nunca precisamos do "Espiritismo" para ajudar os pobres. Que fechem todos os centros. Os dirigentes de centros merecem conhecer a miséria que fingem encerrar.
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