O suposto altruísmo do "Espiritismo" brasileiro é meio egoísta: vamos fazer com os outros aquilo que NÃO gostaríamos que fizessem conosco. Cestas muito menos que básicas, brinquedos velhos, material escolar rudimentar, comida barata, internação em camas desconfortáveis de quartos mofados, etc. Esta é a caridade praticada muitas vezes por "espíritas" que sonham com isso ter um terreno luxuoso no céu.
Mas se esquecem de que há um quê de crueldade neste tipo de caridade que em mais de 130 anos de doutrina brasileira, nunca conseguiu eliminar as desigualdades e muito menos resolver os problemas da Terra, pois a verdade é que estamos muito atrasados como seres humanos, confirmando a tão negada declaração de Allan Kardec de que a evolução seria LENTA e GRADUAL.
Vivemos presos a instintos. O egoísmo está entre eles. É natural pensarmos primeiro em nosso bem estar do que no do outro. Altruísmo exige esforço e abnegação. Altruísmo exige fazer o que nós não gostamos de fazer. Mas gostamos de posar de altruístas, pois isso atrai confiança alheia e consequentemente favores e doação. É bom para o orgulho fingirmos altruístas e atraímos com isso benefícios que só poderiam ser adquiridos pela vontade alheia.
A caridade que fizemos não é a verdadeira caridade. Damos aos outros apenas aquilo que não nos serve, e damos de forma precária, pois não estamos nas condições dos sofredores e não conseguimos nos colocar no lugar de quem sofre. Aí doamos precariamente e ainda exigimos todos os louros e louvores por ter ajudado, mesmo de forma insuficiente, uma pessoa sofrida.
A caridade praticada se esquece de ser pensada e muito frequentemente fazemos com os outros aquilo que não queremos que façam conosco? Quer dormir em um quarto mofado? Quer passar a vida toda só tomando sopinha e comendo comida ruim? Quer receber brinquedos quebrados, livros riscados e roupas rasgadas? Se não quer, porque ainda faz isso com as outras pessoas, que mereceriam tanto ou mais do que você, meu caro "espírita"?
CHICO XAVIER: EXEMPLO DE CARIDADE MALFEITA
Chico Xavier foi um bom exemplo do sujeito que é louvado por fazer quase nada. Sem eliminar as desigualdades - estranhamente defendidas por ele em declarações tipicamente direitistas que passam longe dos ouvidos dos esquerdistas que o admiram - o beato mineiro foi consagrado como "santo vivo" e uma lenda bem contada, aos moldes de um conto de fadas, afirma que ele encerrou a capacidade de reencarnar por supostamente "ter mudado o mundo com seu exemplo de bondade e abnegação" Onde, meu amigo?
Os seus seguidores tomam o idolatrado beato como exemplo - e também outro falso filantropo, Divaldo Franco, responsável por uma casa de caridade que mais parece uma penitenciária - e aliviados pelo fato dele não ter feito muito, acreditam piamente que uma reles caridade malfeita seria o suficiente para qualquer "espírita" comprar uma luxuosa mansão nos planos mais superiores do mundo espiritual.
É uma prova de que a religião que patenteou a caridade, ainda muito respeitada fora do meio "espírita", não faz altruísmo que preste e usa o suposto auxílio aos necessitados só para se promover e atrair seguidores, com arrogantes pretensões de ser, em um futuro próximo, a "religião oficial de toda a humanidade". Isso às custas de internações em quartos mofados e alimentação a base de sopas aguadas e sem sabor.
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